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Cerca de 600 homens do Exército e 40 agentes do Comando de Operações Táticas (COT) na desocupação da Alba PDF Imprimir E-mail
Escrito por Comunicação - ASPOJER   
Seg, 06 de Fevereiro de 2012 10:11

Grevistas na Alba recusaram a proposta de reajuste oferecida pelo governo de
6,5% reatroativo ao mês de janeiro

 

Grevistas na Alba recusaram a proposta de reajuste oferecida pelo governo de 6,5% reatroativo ao mês de janeiroO prédio da Assembleia Legislativa da Bahia, no Centro Administrativo, foi cercada no início da manhã de segunda-feira (6) para cumprir os 11 mandados de prisão contra policiais e bombeiros que estão acampados no prédio. Cerca de 600 homens do Exército e 40 agentes do Comando de Operações Táticas (COT) estão no local, segundo as Forças Armadas.   Soldados do Exército instalaram uma grade em uma operação de isolamento, como é chamada a manobra. Os policiais grevistas se colocaram em frente à rampa de entrada do prédio da Assembleia. Mulheres e crianças, familiares dos PMs grevistas, fazem um cordão de isolamento em torno do prédio. Um helicóptero do Exército sobrevoa o prédio da Assembleia.

 

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Para Dilma, greve da PM na BA é plano nacional para forçar votação da PEC 300 PDF Imprimir E-mail
Escrito por Comunicação - ASPOJER   
Seg, 06 de Fevereiro de 2012 09:05

Presidente Dilma Rousseff propõe a criação de tribunais militares nos estados

 

No entendimento do Palácio do Planalto, a greve da PM na Bahia é um movimento nacional em cadeia para pressionar o Congresso a votar e aprovar a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 300, que pretende igualar os salários dos policiais em todo o Brasil de acordo com o pagamento realizado no Distrito Federal. Os Estados alegam não ter condições de seguir a norma, caso aprovada, pois haveria risco de se exceder o limite prudencial estabelecido na Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), em que não se pode dedicar mais de 47% da receita líquida com pagamento de pessoal. Os atos em prol da PEC 300 aconteceriam em cada uma das unidades federativas até chegar em Brasília.

O que teria chamado  a atenção da presidente  Dilma Rousseff e da Força Nacional, na Bahia, foi o fato de que Marco Prisco, que lidera a Aspra – associação da PM que iniciou o movimento grevista –, divide o comando das ações na Assembleia Legislativa da Bahia  com o sargento Queiroz, líder da paralisação dias antes no Ceará, e o sargento Joaes, representante do Rio Grande do Norte. Todos são filiados à Associação Nacional dos Praças, que tem assento no Conselho Nacional de Segurança e recebe, portanto, recursos do próprio governo federal, por meio do Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania (Pronasci). Ou seja, há o incômodo de que a própria União tem bancado o movimento.  A presidente determinará, nos próximos dias, que os Estados instalem tribunais militares em cada uma das suas corporações para agilizar o julgamento de infrações cometidas por policiais. Caberá aos Executivos estaduais enviar aos deputados um projeto de lei prevendo a criação dos tribunais, com a indicação dos representantes das tropas, bem como previsão de cadeira para o Ministério Público.

 

Do Blog Jequié Repórter

 
Onde está a insegurança e a segurança no Brasil, por Leonardo Boff PDF Imprimir E-mail
Escrito por Comunicação - ASPOJER   
Seg, 06 de Fevereiro de 2012 09:03

No Brasil não há crise de segurança para o sistema do capital, para as finanças, para os bancos, para os credores da dívida pública, para os poderosos que se cercam de seguranças privados.

 

 

Mas não há segurança para aqueles que são responsáveis pela segurança pública: os policiais militares. Pelo fato de não terem a segurança de um salário decente, de condições de trabalho adequadas e de trato digno por parte do poder público, se rebelam como aconteceu neste ano no Ceará e agora na Bahia.  Com os humilhantes salários que recebem, pouco mais de dois mínimos, que segurança podem dar a suas famílias que tem que pagar aluguel, escola, transporte, luz, água e alimentação?

A responsabilidade maior pela insegurança pública que se instalou em razão da greve dos policiais militares, com assassinatos e depredações, deve ser tributada principalmente ao poder público, que não soube ouvir e dialogar de verdade e não retoricamente, antecipando-se aos fatos lamentáveis.

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